Zezé Gamboa — O som como política da emoção

Nos filmes de Zezé Gamboa, a narrativa é mais marcada pela dramaturgia, pela construção emocional, pela relação entre personagens e contexto histórico. O som, neste caso, é política da emoção.
Cerveira trabalha a proximidade: a respiração dos actores, o peso das pausas, o eco das palavras num espaço carregado de história. O som amplifica a dimensão afectiva da narrativa, tornando audível aquilo que a imagem sugere mas não resolve.
Nos filmes de Gamboa, o som é o que liga o drama individual ao drama colectivo.
É o que transforma a história em experiência.




