Escutar Angola: uma conclusão provisória

As obras apresentadas no ciclo revelam que o cinema angolano não se compreende apenas pela imagem. Compreende‑se pela escuta.
A escuta das ruas, das paisagens, das vozes, das hesitações, dos silêncios.
A escuta das tensões políticas, das memórias coloniais, das reconstruções pós‑guerra.
A escuta das formas de vida que persistem apesar de tudo.
Gita Cerveira, ao longo de décadas, construiu um arquivo sonoro que é, ao mesmo tempo, documento histórico e obra estética. O ciclo dedicado a ele não apenas homenageou um técnico: homenageou uma forma de ver Angola através do som.




