A província do Cunene acolhe, desde 10 de Setembro até esta sexta-feira, 11 de Setembro, o ponto de encontro de profissionais de saúde, gestores hospitalares, académicos e investigadores, no âmbito do III Congresso Hospitalar Regional Sul‑Cunene 2026, uma iniciativa que visa reforçar a capacidade de resposta dos serviços hospitalares perante as transformações epidemiológicas que marcam a região e o país.
O congresso, que decorre sob o lema “Desafios da Transição Epidemiológica na Gestão Hospitalar”, pretende analisar o impacto da mudança do padrão de doenças — com a redução gradual das patologias transmissíveis e o crescimento das doenças crónicas não transmissíveis — na organização dos hospitais, na formação dos profissionais e na definição de políticas públicas de saúde.

Segundo informações oficiais do evento, o encontro integra aulas magnas, mesas‑redondas, painéis temáticos e comunicações científicas, reunindo especialistas nacionais e internacionais. A edição de 2026 mantém o formato híbrido, permitindo participação presencial no Cunene e transmissão digital para profissionais de outras províncias e países.
Entre os prelectores e moderadores estão médicos, gestores hospitalares, investigadores e docentes universitários, incluindo nomes como a Professora Doutora Maria Lina Antunes, directora geral do Hospital Central do Lubango, o Professor Doutor Howard Júnior (Brasil), a Dra. Carla Barbosa (Cabo Verde), a Dra. Otília Soares (Moçambique), o Dr. Manuel Costa (Portugal), entre outros, que irão abordar temas ligados à inovação clínica, qualidade em saúde, gestão de recursos, humanização dos cuidados e novas tecnologias aplicadas ao diagnóstico e tratamento.

O Hospital Provincial do Cunene, entidade anfitriã, destaca que o congresso representa “um momento ímpar de reflexão e partilha de conhecimento”, reforçando o compromisso regional com a humanização, inovação e sustentabilidade dos serviços de saúde.
Além do tema central, o evento integra ainda actividades paralelas, como a II Conferência Regional sobre Qualidade em Saúde e a II Conferência Científica Internacional dos PALOP/CPLP sobre Câncer, ampliando o alcance científico e institucional da iniciativa.
Com a transição epidemiológica a impor novos desafios — desde a necessidade de maior capacidade diagnóstica até à reorganização dos serviços para doenças crónicas — o congresso surge como espaço estratégico para alinhar prioridades, fortalecer competências e promover soluções adaptadas à realidade hospitalar do sul de Angola.




