A escuta como forma de ver: leituras críticas das obras apresentadas no ciclo “À escuta de Angola com Gita Cerveira”

O ciclo “À escuta de Angola com Gita Cerveira”, programado por Sofia Afonso Lopes na Galeria Zé dos Bois, não foi apenas uma homenagem a um engenheiro de som. Foi, sobretudo, uma proposta de leitura: a de que o cinema angolano — e, por extensão, a própria história sensorial do país — só pode ser compreendido se escutado.
O som, nas obras apresentadas, não é um adorno técnico; é uma estrutura de sentido. É o que permite que o filme não apenas represente Angola, mas a faça ouvir.
Este artigo desenvolve uma leitura crítica das obras exibidas, articulando a presença de Gita Cerveira como operador de som com a dimensão estética, política e antropológica de cada filme.




