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“O que é bom para  os estrangeiros tem que  ser bom para os nacionais”

negocexm Por negocexm
15 de Maio, 2025 - Atualizado Em 16 de Junho, 2025
em Negócios

O nome de Fifi Ejindu, 61 anos, é presença constante na lista das mulheres mais ricas da Nigéria, com investimentos no sector imobiliário e outros. Preside o Conselho de Negócios Angola-Nigéria, uma organização criada para aproximar os empresários e líderes dos dois países, assim como fortalecer o intercâmbio em vários domínios

Está há uma semana em Angola, qual é a impressão que tem do país?
Quero agradecer por me estar a entrevistar neste momento. Estou aqui há uma semana e tem estado a ser maravilhoso. Primeiro de tudo, é como se estivesse em casa. As pessoas em Angola são muito calorosas, a comida é praticamente a mesma. A verdade é que não me sinto como se estivesse num país que não fosse mesmo o meu país. O que mostra que em África temos os mesmos valores, a mesma cultura, por isso é que agora é tempo de nos unirmos e trabalhar como um só. Não vejo nenhuma diferença entre as duas nações.

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Quem pesquisa o nome da madame Fifi Ejindu encontra várias informações, mas sobressai como sendo uma pessoa ligada à alta finança na Nigéria, arquitecta, filantropa e com investimentos em várias áreas. Como é que se define?

Empresaria  Nigeriana Fifi Ejindu

Primeiro, eu me defino como uma mulher africana, que tem paixão genuína sobre o crescimento africano. Algumas pessoas dizem que sou uma optimista sem cura, mas eu acredito de coração que isto aqui tem muito de África. Sim, eu faço muita coisa: sou arquitecta, sou empresária e tenho sido durante muitos anos em vários sectores. Estava na escola a estudar nos Estados Unidos e mandava materiais da América para África. Já vendi roupa em segunda mão quando tinha 20 anos. Já vendi motos usadas da América para África. Tudo aquilo que vi nos Estados Unidos naquela altura, há 20 anos, pensava: o que a África precisa? Esta paixão é que tem estado a moldar o resto de toda a minha vida. Até a arquitectura para fazer a África ficar mais bonita. Toda a minha vida foi sempre trazer investimentos e investidores para a África. Há 10 anos, fui entrevistada pela CNN, num programa para artes e moda africana. Financiei porque África tem muito talento. Tanto para a moda como para a arte, mas continuam sempre a nos pôr na televisão e a nos pintar como se fôssemos todos pobres e desgraçados. Só pobreza, um continente com fome, doença. Vais para a televisão e só vês crianças com fome, à volta de lixo e outras coisas. África não é só isso. Temos muita beleza, muita cultura, riqueza natural. Então, pensei: deixe tirar essa oportunidade para mostrar o que é realmente a África. Nós temos artistas fabulosos novos, pessoas que fazem roupas em modelos maravilhosos. Começámos a levar isso para ter a luz no mundo e agora as pessoas sabem que África tem muito talento. Voltando para aquilo que tu dizes, eu me vejo também como uma esposa e uma mãe.

Olhando para este percurso, trazendo investimento e investidores para o continente africano, é incluída na lista das pessoas mais ricas da Nigéria e é-lhe apontada uma fortuna de cerca de um bilião de dólares norte-americanos. Como é que reage? Sente que atingiu o que esperava?

A verdade é que eu sinto que só agora é que estou a começar a fazer o que tenho para fazer. A vida não é tudo sobre fortuna. A vida não é só fortuna. A vida não é só sobre ter sucesso. A vida é sobre criar um legado. Tenho 61 anos de idade. Se Deus for bondoso e misericordioso comigo, tenho mais 20 a 30 anos. A minha prioridade agora é como serei lembrada depois. No fim, ninguém se lembra do que tens na tua conta bancária. Entre sucesso e significância, a significância é mais importante. Neste momento, estou a tentar dar significado àquilo que eu faço.

Está há uma semana em Angola, como pensa perenizar o nome? Tem tido contacto com empresários, participou de um fórum. O que lhe chamou mais atenção durante este período?

Temos um programa. Se começar a falar hoje, não vamos acabar a entrevista. Mas temos muito para trabalhar. Deixe-me dizer-lhe algo: o mais importante que tudo é que estamos a unir os dois países. Estamos a juntar líderes de negócios para explorarem oportunidades em ambos os países. Angola e Nigéria têm petróleo e gás. Se Angola tiver uma fraqueza e Nigéria for forte na outra, se a Nigéria tiver uma fraqueza e se Angola for forte
devo esperar? Disseram-me que era a primeira vez como nigeriana a tentar entrar. Disse-lhes que isso é errado, muito errado. Disseram que o comandante do aeroporto tinha que me entrevistar. Respondi-lhes que isso é ridículo, como é que eu que estou no meu próprio continente não deixas, deixaste entrar os estrangeiros que eu trouxe e eu africana estou aqui do outro lado? Fiz muita confusão no aeroporto e não podia aceitar isso. Não aceitei e disse que prefiro ir embora. No meu próprio continente nunca iria aceitar. Os fundadores do continente nos cemitérios estarão revoltados, porque hoje estamos a fazer isso a nós mesmos. Então, não fui entrevistada. Mas desta vez que vim tive uma recepção completamente diferente.

O que mudou?

O visto hoje é muito mais fácil. Antes de dizer o que mudou, quando comecei a dizer aos líderes africanos sobre Angola, todos disseram que ‘não, não, não, em Angola não nos gostam’. Eu disse-lhes: não, as coisas mudaram. Por isso é que nós estabelecemos o Conselho. Isso não é só para homens de negócios. O Conselho vai-se munir de aconselhadores. Não é só para governos, as pessoas ou cidadãos também têm que ser servidas. Desta vez as pessoas ou o grupo que veio comigo, em dois, três dias, os vistos já estavam despachados.

Quantas pessoas fazem parte da delegação?

Quatro pessoas. Duas já se foram e está aqui mais uma pessoa. O número é maior, mas os quatro que vieram é só para pesquisas. Mas vêm a próxima vez cerca de 15 pessoas. Desta vez é muito diferente. Estou a ver que as pessoas desta vez estão mais liberais, abertas e calorosas.

Qual é a importância da inclusão de políticos no Conselho Empresarial nesta fase?

É muito importante. Sem as políticas correctas num lugar, os negócios não conseguem ir para frente. Se, por exemplo, quisermos fazer crescer pequenas e médias empresas, o que é o motor de crescimento de qualquer economia, os países com maiores GDP (Produto Interno Bruto) no mundo entendem o crescimento das pequenas e médias empresas. Não podemos continuar a dar só licenças e carinho às empresas que estão lá em cima. Temos que ajudar a fazer crescer e a melhorar as pequenas e médias empresas.

Qual é a experiência que a Nigéria poder dar a Angola no campo das pequenas e médias empresas?

Infelizmente, há na Nigéria a mesma coisa. Estamos a tentar crescer. A única diferença é que em termos de contexto local, a Nigéria está muito a frente de Angola. Eles usam os indígenas, o povo. Até as empresas de exploração de petróleo, os donos são nigerianos. São operadas pelos nigerianos. Todos os bancos na Nigéria, os donos são nigerianos. Os trabalhadores são nigerianos. Outro dia, falando com alguém do Governo, usei isso como exemplo. O conteúdo local é a única forma que nos garante ter de volta o nosso continente. Não estou a dizer que não precisamos de estrangeiros, algumas coisas precisamos de importar, como tecnologia, mas devemos encorajá-los a virem treinar os nossos. Os africanos são muito brilhantes, resilientes e trabalhadores. Não devemos encorajar os estrangeiros a virem estabelecer-se, ficarem e agarrarem o que é nosso. Tirando a oportunidade de serem trabalhadores, quais são as oportunidades que se dão aqui em Angola aos nossos de serem os donos dos próprios bancos? O que é bom para os estrangeiros tem que ser bom para os nacionais.

Empresaria  Nigeriana Fifi Ejindu
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