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PCA da Cimangola reconhece haver mais procura do que oferta de cimento no mercado

Miguel DanielPor Miguel Daniel
29 de Dezembro, 2025
em Economia, Negócios
PCA da Cimangola reconhece haver mais procura do que oferta de cimento no mercado

A Nova Cimangola prevê fechar o ano económico 2025 com uma produção acumulada na ordem dos 1,6 milhões de toneladas de cimento, resultado de uma operação quase no limite da sua capacidade instalada, avançou recentemente a imprensa o presidente do conselho de administração Agostinho Silva.

Segundo o responsável, a unidade industrial dispõe de uma capacidade instalada de produção de clínquer superior a 1,5 milhões de toneladas, contra os actuais cinco mil diários, que resultam na transformação de 5 500 toneladas de cimento.

 “Estamos a produzir no limite da nossa capacidade e, mesmo assim, a procura é superior à oferta no mercado nacional”, justificou esclarecendo que a Cimangola assegura cerca de 70% do cimento no mercado, para obras públicas e privadas de grande dimensão, com ênfase para o Porto do Caio, em Cabinda, a barragem de Caculo Cabaça, bem como infra-estruturas rodoviárias, pontes e redes viárias urbanas.

Relativamente à subida do preço do cimento no mercado, que ronda actualmente entre 10 e 11 mil kwanzas por saco, o PCA sublinhou que os valores praticados à saída da fábrica permanecem estáveis, situando-se entre cinco mil e seis mil kwanzas.

 “O preço base da Cimangola não sofreu alterações. O que acontece fora da porta da nossa fábrica já não é da nossa responsabilidade directa”, explicou, apontando a pressão da procura e a actuação de intermediários como factores determinantes para a variação no mercado final.

No domínio da matéria-prima, o gestor garantiu que a Cimangola não depende de importações, assegurando internamente todo o processo produtivo, desde a extracção do calcário e da argila até à moagem e comercialização do cimento.

A empresa, revelou, dispõe ainda de stocks estratégicos de clínquer, o que permite manter a produção mesmo durante os períodos de manutenção programada, que variam entre 17 e 20 dias.

Agostinho da Silva apelou à entrada em funcionamento pleno de outras unidades cimenteiras nacionais, considerando que apenas duas fábricas, Cimangola e FCKS, estão actualmente a operar em capacidade máxima.

“Para equilibrar o mercado e responder à crescente procura do sector da construção, é fundamental que as restantes cimenteiras aumentem os seus níveis de produção”, defendeu.

Tags: CimentoEconomiaMais Recentes

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