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Home Economia

Saídas de dívida dos países em desenvolvimento atingem nível máximo em 50 anos

Filipe Sá Por Filipe Sá
9 de Dezembro, 2025
em Economia, Mundo
Saída líquida de capitais e do serviço da dívida nos países em desenvolvimento (Fonte: Banco Mundial, Relatório sobre a Dívida Internacional 2025).

Saída líquida de capitais e do serviço da dívida nos países em desenvolvimento (Fonte: Banco Mundial, Relatório sobre a Dívida Internacional 2025).

As economias em desenvolvimento enfrentam um paradoxo: apesar da recente redução da inflação e do abrandamento das taxas de juro, os benefícios são limitados face aos desafios persistentes desta década. Entre 2022 e 2024, registou-se a maior saída líquida de capitais relacionada com dívida em mais de 50 anos, com 741 mil milhões de dólares a serem pagos em dívida e juros, superando os novos financiamentos recebidos. Este fenómeno agravou o impacto social, sendo que, nos 22 países mais endividados, metade da população não consegue garantir uma dieta mínima adequada para a saúde. Estas conclusões estão contidas do Relatório sobre a Dívida Internacional em 2025, divulgado no início de de Dezembro, pelo Banco Mundial.

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Em 2024, a dívida externa dos países de rendimento baixo e médio atingiu um recorde de 8,9 bilões de dólares, com 1,2 biliões devidos pelos países mais vulneráveis. As taxas de juro mantêm-se elevadas, e os pagamentos de juros atingiram 415 mil milhões de dólares, recursos que poderiam ser investidos em educação, saúde e infraestruturas essenciais.

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