O Banco Nacional de Angola (BNA) lançou recentemente os dados estatísticos referentes à conta externa do exercício económico de 2025, com destaque para o saldo da Conta Corrente se ter fixado nos 536 milhões de dólares, inferior aos 6 309 milhões de dólares registados em 2024, contra os 633 milhões registados em 2017.
De acordo com o BNA, o desempenho resulta de duas combinações, relacionadas com a redução das exportações em 6 240 milhões de dólares para 30 556 milhões de dólares, bem como a redução dos preços e da quantidade de petróleo exportado.
A manutenção da taxa de câmbio em 912 mil kwanzas, ao longo do ano de 2025, justificou a expansão das importações de bens, para mais 1 327 milhões de dólares, contra os 15 517 milhões de dólares registados no período anterior, enquanto os serviços subiram mais 18 milhões para 8 511 milhões de dólares.
Os rendimentos primários registaram um aumento 1 827 milhões de dólares para 5 710 milhões de dólares e os Rendimentos Secundários aumentaram 113 milhões de dólares para 423 milhões dólares.
Segundo o BNA, se a tendência de queda das exportações se mantiver, as expectativas apontam para um volume de exportação na ordem dos 25 774 milhões de dólares.
O economista e investigador José Chimuco entebde que o cenário é mais sombrio por se estar a viver às portas do ano eleitoral, onde o esforço para se ajustar em alta as taxas de câmbio é mais reduzida.
Para o especialista, a solução vai repousar sobre o preço do petróleo, que actualmente está a beneficiar do conflito no Médio Oriente. E se o mesmo se fixar acima dos 80 USD, poderá assistir-se um saldo quase nulo na Conta Corrente.
“Caso contrário, o país tem de se preparar para novos planos de austeridade, depois de Setembro de 2027”, apela.









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