Angola regressou aos mercados internacionais com a segunda emissão de Eurobonds este ano, com um encaixe de 1,5 mil milhões, informou o Ministério das Finanças nesta quarta-feira, referindo que a emissão registou um nível de procura significativa no livro de ordens, avaliada em cerca de 4,01 mil milhões de dólares, o que evidencia a confiança na politica macroeconómica.
Estruturada como uma operação integrada de gestão de passivos, a iniciativa combinou a recompra de dois Eurobonds em circulação com a emissão de novos instrumentos de dívida, estes com maturidades para 2031 e 2037 com taxas de 8.250% e 9.5%, respectivamente.
A mobilização destes recursos reforça a capacidade de intervenção do Estado em duas frentes essenciais, que, por um lado, permite melhorar o perfil da dívida, reduzindo riscos de refinanciamento e equilíbrio no calendário de maturidades.
Por outro lado, assegura suporte à execução orçamental, garantindo a continuidade das prioridades definidas no Orçamento Geral do Estado, conforme previsto no Plano Anual de Endividamento 2026.
De acordo com a nota do MINFIN, esta operação reflecte uma abordagem proactiva e consistente com a Estratégia de Endividamento de Médio Prazo para o período 2026/2028 e reforça o posicionamento de Angola nos mercados financeiros internacionais, consolidando a sua curva de rendimentos e aprofunda a relação com a base de investidores internacionais.







