• Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados

Factores limitadores da competitividade da indústria em Angola

Por Negocios Exame
28 de Abril, 2026
em Opinião
Factores limitadores da competitividade da indústria em Angola

Verdim Pandiera, Economista

Por: VERDIM PANDIEIRA, Economista

Também pode gostar

O impacto do OGE de 2026 nas políticas públicas de Angola – O caso do combate à malária

Conteúdo local no sector mineiro: norma ambiciosa, execução desafiante

O Processo da Gestão do Orçamento Público e os seus Desafios

Quando falamos de competitividade industrial, estamos a falar da capacidade que uma economia tem de produzir bens com qualidade, regularidade, escala e preço competitivo, de modo a conquistar e manter mercado. E quando falamos de indústria, referimo-nos ao conjunto de actividades que transformam matérias-primas em produtos com maior valor acrescentado, como alimentos processados, bebidas, materiais de construção, produtos de higiene, mobiliário, embalagens, têxteis, peças e outros bens de consumo ou intermédios. Em qualquer país, uma indústria competitiva ajuda a criar emprego, reduzir importações, aumentar exportações e dar mais solidez ao crescimento económico.

No caso de Angola, o problema central é este: o país já tem capacidade instalada, espaço industrial, empresários e mercado, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais que impedem a produção nacional de ser plenamente competitiva em preço, qualidade, regularidade e escala. Os dados mostram isso com clareza. Em 2024, a indústria transformadora representava apenas 5,2% do PIB em Angola, abaixo da África do Sul (12,8%), de Marrocos (15,3%), do Brasil (12,1%) e da média mundial, de cerca de 15,0%. Mais revelador ainda é o facto de os manufacturados representarem apenas 1,1% das exportações de mercadorias de Angola, contra 39,1% na África do Sul, 82,9% em Marrocos e 23,2% no Brasil. Isto mostra que Angola ainda produz pouco com intensidade manufactureira e exporta muito pouco produto transformado.

A pergunta decisiva, então, é a seguinte: quais são, concretamente, os factores que limitam a competitividade industrial de Angola?

O primeiro factor é a insuficiência e o custo da energia eléctrica. Este é um limitador porque a indústria depende de energia estável para produzir sem interrupções, evitar perdas, proteger equipamentos e reduzir custos unitários. Quando a energia é insuficiente, instável ou obriga a soluções alternativas mais caras, como geradores, o custo final do produto sobe. E quando o custo sobe, o produto nacional perde capacidade de concorrer com o importado. Os números mostram a dimensão do desafio: o acesso à electricidade em Angola estava em 51,1% da população em 2023, muito abaixo da África do Sul (87,7%), de Marrocos (100%) e do Brasil (99,8%). Embora o Governo tenha aumentado fortemente a capacidade instalada e a rede de transporte, o défice energético continua a ser um entrave real à competitividade fabril.

O segundo factor limitador é o alto custo do financiamento e a dificuldade de acesso ao crédito produtivo. Este ponto é crítico porque a indústria precisa de capital para comprar matérias-primas, importar equipamentos, renovar tecnologia, sustentar tesouraria e expandir a produção. Quando o crédito é escasso, caro ou difícil de obter, a empresa produz menos, investe menos, moderniza-se menos e perde escala. O Enterprise Surveys Angola 2024 identifica precisamente o acesso ao financiamento como um dos principais obstáculos percebidos pelas empresas. Numa indústria pouco capitalizada, a consequência é quase sempre a mesma: menor produtividade, menor capacidade de inovar e preços menos competitivos.

Pagina 1 de 3
123Próximo
Tags: EconomiaMais RecentesOpinião

Recomendado Para Si

O impacto do OGE de 2026 nas políticas públicas de Angola – O caso do combate à malária

Por Negocios Exame
O impacto do OGE de 2026 nas políticas públicas de Angola – O caso do combate à malária

Isaura José Domingos O OGE 2026 estima receitas e fixa despesas no valor de 33,24 biliões de kwanzas, e com isso marca uma reviravolta histórica na economia angolana;...

Leia maisDetails

Conteúdo local no sector mineiro: norma ambiciosa, execução desafiante

Por Negocios Exame
Conteúdo local no sector mineiro: norma ambiciosa, execução desafiante

Dr. Frederico Pedrous* O conteúdo local no sector mineiro angolano, consagrado na Lei n.º 31/11 - Código Mineiro, representa uma das mais relevantes ferramentas de política económica para...

Leia maisDetails

O Processo da Gestão do Orçamento Público e os seus Desafios

Por Negocios Exame
O Processo da Gestão do Orçamento Público e os seus Desafios

Por: José António Mbumba Sassimba* A gestão do orçamento público corresponde ao conjunto de processos relacionados com a captação de recursos e a realização da despesa pública, com vista à satisfação...

Leia maisDetails

Inversão do peso das receitas petrolíferas no OGE-2026: um marco estrutural para a economia angolana

Por Negocios Exame

Por: Amândio Francisco* O OGE-2026, aprovado pela Assembleia Nacional em 15 de Dezembro de 2025, apresenta um valor global de Kz 33,24 biliões, uma redução de 4,02% face...

Leia maisDetails

Só o lucro já não basta

Por Negocios Exame

Por: Miguel Portela* Durante muito tempo, o lucro foi tratado como o principal termómetro do sucesso empresarial. Contudo, no contexto económico actual, essa visão revela-se limitada. Ser lucrativo...

Leia maisDetails

Discussão sobre este post

Notícias Relacionadas

CFB anuncia aumento de carruagens no trajecto Lobito-Luau

CFB anuncia aumento de carruagens no trajecto Lobito-Luau

MIREMPET apresenta balanço da indústria diamantífera de 2025

Parceria Rio Tinto e Endiama pode elevar produção de diamantes

Inauguração da nova fábrica de Cimento do Sequele prevista para o fim deste mês

Navegar por Categorias

  • Arte & Cultura
  • Capas
  • Economia
  • Finanças
  • Mundo
  • Negócios
  • Opinião
  • Rural
  • Turismo
  • Uncategorized
  • Vídeos
Facebook Instagram Whatsapp

Para Sí

  • Radio Maís
  • O País
  • Media Nova
  • Contactos

Categorias

  • Economia
  • Negocios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos

© 2025 Negócios Em Exame - Um produto da Socijornal / Grupo Medianova

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.
Are you sure want to unlock this post?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?