O Sistema Financeiro Nacional manteve-se resiliente durante o segundo trimestre de 2026, beneficiando de níveis adequados de capital, liquidez e rentabilidade no Sector Bancário.
A constatação é do Comité de Estabilidade Financeira (CEF) que esteve reunido a 28 de Agosto último.
O CEF avaliou também a evolução dos riscos e vulnerabilidades do Sistema Financeiro Nacional e apreciou as medidas de política macroprudencial em vigor, enquanto sinaliza que o último trimestre foi marcado pela continuidade do crescimento do crédito à economia.
Refere ainda que algumas instituições financeiras bancárias privilegiaram a concessão de crédito em detrimento das aplicações em títulos e valores mobiliários, incentivadas pela melhoria gradual do contexto macroeconómico, reflectido no crescimento económico, na estabilidade cambial, na consolidação fiscal e na trajectória descendente da inflação.
O Comité observou, contudo, que subsistem vulnerabilidades que justificam o seu acompanhamento contínuo, nomeadamente o nível de crédito em incumprimento, o aumento dos riscos cibernéticos e a concentração da actividade no sector bancário.
O CEF considera adequada a manutenção da actual orientação macroprudencial e salienta a importância de as instituições financeiras continuarem a adoptar políticas prudentes de gestão de capital, liquidez e risco, preservando a sua capacidade de absorção de choques adversos em prol da solidez do sistema financeiro.




