O Presidente angolano, João Lourenço, apelou à união dos países africanos para reivindicarem melhores condições de acesso ao financiamento internacional destinado à adaptação climática, defendendo a simplificação dos mecanismos financeiros, a disponibilização de ajudas não reembolsáveis e a concessão de empréstimos em condições mais favoráveis.
A posição foi apresentada na abertura da IV Bienal de Luanda, encontro dedicado à promoção da cultura de paz e da não violência em África, que este ano debate o reforço da governação da água como instrumento de prevenção e resolução de conflitos.
Durante a sua intervenção, o Chefe de Estado destacou o papel estratégico da juventude africana na procura de soluções inovadoras para os desafios relacionados com a água e o saneamento, incentivando a criação de startups tecnológicas e o envolvimento dos jovens em iniciativas de mediação comunitária e diplomacia preventiva.
João Lourenço aproveitou ainda a ocasião para destacar os investimentos realizados por Angola no sector hídrico, anunciando para dezembro a entrada em funcionamento do sistema de abastecimento de água Quilonga Grande e para 2027 a conclusão do projecto Bita. Juntos, os dois empreendimentos deverão beneficiar cerca de 7,5 milhões de habitantes das províncias de Luanda e Icolo e Bengo.
O Presidente defendeu igualmente o reforço da cooperação entre os Estados africanos na gestão dos recursos hídricos transfronteiriços, considerando que a água deve assumir-se como um factor de integração, desenvolvimento sustentável e promoção da paz no continente. A mesma visão foi partilhada pelo Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, que reiterou a necessidade de uma coligação africana para a segurança hídrica.






