O Presidente da República discursou esta quinta-feira, 15 de Outubro, na Reunião Plenária Solene de Abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura.
O sector não-petrolífero, liderou a recuperação económica do país no período decorrido entre 2022 e 2025, por ter sido o principal dinamizador da economia.
Segundo o Presidente da República, nos últimos dois anos, o crescimento médio do PIB não-petrolífero foi de 5,2%, em decorrência da dinâmica dos diferentes sectores produtivos.
Referiu que, após um período de recessão económica profunda por conta de factores adversos, em 2021 a economia angolana retomou a trajectória de recuperação, tendo-se registado um crescimento real de 3% em termos homólogos em 2025.
Outro elemento relevante deste processo foi a redução da dívida, de 2020 a 2026. João Lourenço, afirmou que o país desceu de “115,9% para 51,2% do PIB, ficando agora dentro dos limites legais”, o que significa menos impostos destinados ao pagamento de juros e mais recursos para os serviços essenciais.
Todavia, o Presidente admitiu que persistem desafios estruturais como a baixa formalização da economia que está a ser enfrentada com a reforma pela base com mais receita interna, melhor qualidade da despesa e maior inclusão financeira.
Entre as medidas económicas João Lourenço realçou a revisão do IVA, que reduziu a carga sobre bens essenciais, a emissão inaugural de obrigações sustentáveis para financiar projectos sociais e ambientais, a aprovação de novos regimes jurídicos para fundos públicos e facturação electrónica, a adesão a acordos internacionais que reforçam a transparência e a credibilidade fiscal.
Segundo o Presidente, entre 2022 e 2026, Angola consolidou uma trajectória de recuperação económica, estabilidade macroeconómica e reforço da credibilidade financeira. Neste período. “O país afirmou-se entre as principais economias africanas, sustentado pela recuperação da actividade económica, pela estabilização gradual dos preços, pela gestão prudente das finanças públicas e pelo crescimento do sector não-petrolífero”, afirmou Joáo Lourenço.
“Estes resultados reflectem o compromisso do Executivo com a disciplina orçamental, a sustentabilidade da dívida pública, a melhoria da qualidade da despesa e a mobilização de receitas internas, criando condições para maior confiança dos investidores, maior previsibilidade económica e melhor protecção do rendimento das famílias, asseverou o Chefe de Estado.
João Lourenço revelou que o PIB nominal está estimado em 141,7 mil milhões de dólares norte-americanos e reforça a posição de Angola “como economia regional em crescimento”.
Nos últimos dois anos, o PIB registou uma expansão média de 4% impulsionado pelo sector não-petrolífero, cuja taxa média de crescimento se situou em 5,2%, mantendo esta dinâmica no primeiro trimestre do corrente ano.





