O Kwanza passa desde hoje 27 de Julho de 2026 a ser integrado como moeda de liquidação no Sistema de Liquidação a Bruto em Tempo Real da SADC (SADC-RTGS).
O acto formal que oficializa este importante passo foi realizado, esta segunnda-feira, 27 de Julho, pelo Governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, em companhia do Governador do Banco de Reserva da África do Sul e Presidente do Comité de Governadores dos Bancos Centrais da SADC (CCBG), Lesetja Kganyago.
A inclusão do Kwanza no SADC-RTGS impulsiona os esforços de modernização dos pagamentos regionais para pagamentos transfronteiriços, que visam reduzir custos, aumentar a celeridade, melhorar a eficiência e a segurança nas transacções transfronteiriças.
O Kwanza é a segunda moeda de liquidação a ser introduzida no sistema SADC-RTGS, que, desde a sua criação, em 2013, liquidava transacções exclusivamente em Rand sul-africano. Actualmente, 15 países participam do sistema SADC-RTGS.
De referir, igualmente, que foram aceites como participantes no SADC-RTGS cinco bancos comercias, nomeadamente, o Banco Angolano de Investimentos (BAI), o Banco Internacional de Crédito (BIC), o Banco Negócios Internacional (BNI), o Banco Crédito Sul (BCS) e o Banco Yetu.
Ao permitir a liquidação directa em Kwanza, os participantes que realizam transacções nessa moeda evitam a necessidade de conversão cambial com recurso a moedas não participantes do SADC-RTGS, reduzindo os custos de e para os seus clientes.
A meta é integrar, oportunamente, outras moedas regionais a exemplo da moeda do Botswana, o Pula, que se encontra numa fase avançada.
A implementação da capacidade de operar com múltiplas moedas no sistema SADC-RTGS é uma das iniciativas estratégicas para fortalecer a integração financeira regional, promover maior utilização de moedas locais e regionais no comércio transfronteiriço e reduzir a dependência de moedas de fora da SADC.
Um conjunto mais diversificado de moedas de liquidação no sistema facilita a realização de transacções em moedas locais entre empresas e clientes nos países da SADC, bem como apoia as empresas a gerir o fluxo de caixa com maior eficiência e a acessar recursos com mais agilidade ao realizar operações comerciais na região.




