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Importações recuam 17,1% e aumentam as exportações no país

Miguel Daniel Por Miguel Daniel
1 de Junho, 2026
em Economia
Importações recuam 17,1% e aumentam as exportações no país

Produtos da cesta básica

Importações gerais do país recuam 17,1% no primeiro trimestre de 2026, com os bens alimentares a registarem uma queda expressiva de 29,2%, um reflexo das políticas de estímulo à produção nacional.

Dados do Anuário Estatistico do Ministério do Comércio revelam crescimento expressivo em produtos da industria transformadora, com destaque para farinha de trigo, feijão e varão de aço.

Os dados do comércio externo referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelam mudanças estruturais nas importações e exportações a nível nacional, sobretudo no segmento de bens alimentares e produtos industriais.

No terceiro trimestre de 2025, a balança comercial registou uma diminuição de 14,58% no valor total das exportações de bens e um aumento de 7,96% no valor total das importações de bens.

A análise comparativa entre os primeiros três meses de 2025 e igual período de 2026, permite identificar tendências e inclinações relevantes sobre o comportamento do consumo interno de produtos nacionais, redução da pressão cambial e os desafios relacionados à segurança alimentar.

O óleo de palma, o arroz, a farinha de trigo e a carne de vaca estão entre os produtos essenciais da cesta básica com um certo peso nas importações. Já no campo das exportações, observam-se ganhos significativos em alguns produtos e industriais, demonstrando sinais positivos da diversificação económica.

Apesar de a importação de alguns produtos, sobretudo alimentares, continuar parcialmente elevada, as exportações do primeiro trimestre de 2026, mostram sinais positivos de oferta de produtos locais, como resultado da diversificação económica em curso.

Embora os dados de 2025, apresentem diferenças de classificação estatística que dificultam uma comparação directa, os números de 2026, revelam um crescimento importante das exportações industriais não petrolíferas.

O arroz continua entre os principais produtos alimentares importados, contudo, os dados do primeiro trimestre de 2026, mostram uma redução acentuada nas compras externas para 156,6 mil toneladas de arroz, equivalentes a cerca de 111 milhões de dólares.

Em 2026, o volume importado caiu para cerca de 113,3 mil toneladas, num valor próximo de 73,5 milhões de dólares, uma variação de 28% no volume importado, o que representa uma queda na ordem dos 34% no valor gasto durante o período em análise.

“Caso a redução esteja associada ao crescimento da produção interna, isso representa um avanço importante para a segurança alimentar nacional e para a redução da dependência externa”, afirmam os especialistas a sugerirem mudanças continuas.

Variação por produtos

No primeiro trimestre de 2025, as exportações totalizaram aproximadamente 946 mil toneladas, equivalentes a cerca de 474,6 mil dólares, contra os 2,8 milhões de dólares, um aumento de 4,1 mil toneladas registadas no primeiro trimestre de 2026.

O aumento das exportações de varão de aço contribui na diversificação das fontes de receita externa, reduz a dependência petrolífera, estimula a industrialização e a geração de  empregos qualificados, bem como agrega maior valor a economia se comparado à exportação de matérias-primas.

Já no primeiro trimestre de 2026, as importações caíram drasticamente para apenas 24,7 toneladas, equivalentes a cerca de 24,3 mil dólares, uma variações superior a 99% no volume importado e uma redução de aproximadamente 98% no valor gasto.

Este resultado pode indicar expansão da capacidade nacional de produção e transformação de trigo, substituindo parcialmente a importação do produto acabado, proporcionando maior retenção de valor agregado no país, assim como, o desenvolvimento da cadeia logística interna atrelado a uma expansão do sector agroindustrial.

O grão de milho, observou uma  drástica redução para cerca de 11 mil toneladas, contra as 127 mil toneladas importadas no primeiro trimestre de 2025, uma redução de custos de exportação para 12 milhões de dólares, com uma variação de 99,82% no mês de Março de 2026, face ao período homólogo de 2025, em que foram gastos cerca de 53 milhões de dólares.

Segundo a analise dos economistas do JEF, a carne de vaca manteve-se entre os produtos alimentares menos importados pelo país, registando apenas cerca de 4 mil toneladas no primeiro trimestre de 2025, o equivalente a aproximadamente 11 milhões de dólares.

Porém, observando os dois últimos meses que compõem o primeiro trimestre de 2026, verifica-se uma redução expressiva quer em volume e em valor, para uma variação de 38,52% em Março de 2026, em comparação ao período homólogo.

Ainda no período em análise, os dados indicam uma importação de 16 mil toneladas de Óleo de Palma,  sendo que, para o ano de 2026, o volume de importação apresentou uma queda expressiva de aproximadamente 6 mil toneladas, o equivalente a 63,01% face ao período em referência.

O feijão apresentou um dos maiores crescimentos percentuais entre os produtos exportados, atingindo cerca de 3 mil toneladas, contra as 0,36 toneladas no período homólogo, perfazendo o equivalente a 2,3 milhões de dólares.

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