• Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados

Só o lucro já não basta

Por Negocios Exame
30 de Dezembro, 2025
em Opinião

Também pode gostar

O impacto do OGE de 2026 nas políticas públicas de Angola – O caso do combate à malária

Conteúdo local no sector mineiro: norma ambiciosa, execução desafiante

O Processo da Gestão do Orçamento Público e os seus Desafios

Por: Miguel Portela*

Durante muito tempo, o lucro foi tratado como o principal termómetro do sucesso empresarial. Contudo, no contexto económico actual, essa visão revela-se limitada. Ser lucrativo já não é, por si só, sinónimo de viabilidade. Para que uma empresa se mantenha saudável, impõe-se que a taxa de retorno dos seus activos cubra, pelo menos, o respectivo custo de capital.

Não basta analisar apenas as margens obtidas (lucro em relação às vendas) para avaliar a lucratividade. É igualmente necessário considerar o lucro em função do total dos activos, por forma a aferir a eficiência com que os recursos são utilizados.

O capital aportado pelos accionistas, somado à retenção dos lucros gerados pela empresa, constitui o chamado capital de risco. Embora o capital próprio não origine um custo explícito reflectido na Demonstração de Resultados do Exercício, ele acarreta um custo implícito, correspondente à taxa de retorno exigida pelos detentores desse capital (accionistas e investidores).

Ainda que a Lei das Sociedades Comerciais em Angola preveja a figura dos juros sobre o capital próprio, que surge em algumas demonstrações de resultados, tal indicador está longe de constituir a medida mais adequada para determinar o verdadeiro custo de oportunidade dos accionistas.

Quando as expectativas de rentabilidade não são satisfeitas, o desinteresse torna-se inevitável. A confiança e o capital retraem-se. Afinal, nenhum investidor permanece num negócio que não remunera de forma justa o risco que assumiu ao financiá-lo.

É neste contexto que emerge o conceito de Custo do Capital Próprio (Ke – Cost of Equity), uma métrica que expressa o retorno mínimo exigido pelos accionistas. Calculado com base no modelo CAPM, o Ke reflecte a taxa básica de juros do mercado ajustada ao risco do sector e da própria empresa. Em termos simples, indica o limiar a partir do qual a empresa começa, efectivamente, a criar valor.

Empresas mais arriscadas, com resultados voláteis e fluxos de caixa instáveis, enfrentam naturalmente um custo de capital mais elevado. O mercado é implacável com o risco: quanto maior a incerteza, maior a exigência de retorno.

Embora o objectivo primordial de uma empresa seja a geração de lucros, é possível que uma organização, mesmo sendo lucrativa, apresente fragilidades financeiras. Tal ocorre porque o lucro contabilístico assenta, muitas vezes, em receitas ainda não realizadas e em despesas sem impacto imediato no fluxo de caixa (como provisões, depreciação e amortização), bem como em encargos que podem ainda não ter sido efectivamente desembolsados. Assim, o lucro, isoladamente, não garante a sustentabilidade financeira.

Deste modo, conclui-se que, actualmente, o mais relevante não é apenas maximizar o lucro, mas sim optimizar o valor presente dos fluxos de caixa futuros gerados pela empresa – o seu valor intrínseco –, em articulação com um custo de capital que represente a remuneração mínima capaz de viabilizar economicamente o investimento, compensando o custo de oportunidade do capital aplicado.

Importa ainda sublinhar que a continuidade e o crescimento das empresas transcendem a lógica estritamente financeira, permitindo o cumprimento de importantes objectivos sociais, tais como a satisfação das necessidades básicas da população, a dinamização do consumo, a criação de emprego, o pagamento de impostos e demais responsabilidades tributárias e ambientais, assim como a geração de divisas, no caso das empresas exportadoras, entre outros contributos relevantes para o desenvolvimento económico e social.

* Técnico do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado

Tags: Escolha Hoje1Mais RecentesNegóciosOpinião

Recomendado Para Si

O impacto do OGE de 2026 nas políticas públicas de Angola – O caso do combate à malária

Por Negocios Exame
O impacto do OGE de 2026 nas políticas públicas de Angola – O caso do combate à malária

Isaura José Domingos O OGE 2026 estima receitas e fixa despesas no valor de 33,24 biliões de kwanzas, e com isso marca uma reviravolta histórica na economia angolana;...

Leia maisDetails

Conteúdo local no sector mineiro: norma ambiciosa, execução desafiante

Por Negocios Exame
Conteúdo local no sector mineiro: norma ambiciosa, execução desafiante

Dr. Frederico Pedrous* O conteúdo local no sector mineiro angolano, consagrado na Lei n.º 31/11 - Código Mineiro, representa uma das mais relevantes ferramentas de política económica para...

Leia maisDetails

O Processo da Gestão do Orçamento Público e os seus Desafios

Por Negocios Exame
O Processo da Gestão do Orçamento Público e os seus Desafios

Por: José António Mbumba Sassimba* A gestão do orçamento público corresponde ao conjunto de processos relacionados com a captação de recursos e a realização da despesa pública, com vista à satisfação...

Leia maisDetails

Inversão do peso das receitas petrolíferas no OGE-2026: um marco estrutural para a economia angolana

Por Negocios Exame

Por: Amândio Francisco* O OGE-2026, aprovado pela Assembleia Nacional em 15 de Dezembro de 2025, apresenta um valor global de Kz 33,24 biliões, uma redução de 4,02% face...

Leia maisDetails

O PIB não é apenas um indicador económico de uma nação

Por negocexm
O PIB não é apenas um indicador económico de uma nação

Por. Ivanilson Baltazar O Produto Interno Bruto (PIB) de uma nação não é apenas um indicador económico: é a materialização cumulativa de decisões de investimento (passadas e presentes)...

Leia maisDetails

Discussão sobre este post

Notícias Relacionadas

Angola promove fórum para captar investimento mineiro

Ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos em visita de avaliação no Cuanza-Sul

Corredor do Lobito com novo mecanismo de coordenação

Navegar por Categorias

  • Arte & Cultura
  • Capas
  • Economia
  • Finanças
  • Mundo
  • Negócios
  • Opinião
  • Rural
  • Turismo
  • Uncategorized
  • Vídeos
Facebook Instagram Whatsapp

Para Sí

  • Radio Maís
  • O País
  • Media Nova
  • Contactos

Categorias

  • Economia
  • Negocios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos

© 2025 Negócios Em Exame - Um produto da Socijornal / Grupo Medianova

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.
Are you sure want to unlock this post?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?