Boa relação com as autoridades
“Não tivemos a necessidade de emissão de uma garantia soberana da parte do Governo, mas contamos com o apoio institucional na legalização, flexibilidade e aprovação dos processos”, afirma, assinalando haver uma boa relação com as autoridades locais e centrais.
O grupo, fundado no Dubai em 1995, tem negócios e parcerias com entidades dinâmicas, gerando oportunidades de investimento estratégico em todas as regiões, por meio da aplicação da sua experiência, capital e inovação em sectores como o imobiliário, materiais de construção,indústria, investimentos, cuidados de saúde e educação, entre outros.
Os interesses e os investimentos do Dubai Investments reflectem a atenção contínua para a diversificação de negócios impulsionar o crescimento, em linha com as tendências da indústria global.
Ancorada no sólido desempenho que vem registando, na transparência dos negócios e nas modernas e eficientes estratégias de investimento, promove uma comunidade empresarial dinâmica, com foco no crescimento sustentável dos mercados.
“O DIP Angola foi pensado para acomodar uma gama diversificada de indústrias, incluindo as áreas logística, tecnológica, residencial, retalho e turística”, enfatiza referindo que a praia do Sarico será transformada em zona de luxo, com ligação marítima para o centro da cidade.
O empreendimento será uma réplica moldada do que já existe no Dubai, que começou com um investimento de 100 milhões de dólares. Volvidos 27 anos, o investimento gerado já ultrapassou a cifra dos 50 mil milhões de dólares.
Angola foi seleccionada para acolher uma infra-estrutura equiparada por causa das inúmeras vantagens e características que a própria e muitos países africanos ainda não têm. Se olharmos para a RDC, vamos ver que tem um porto muito limitado, e o Botsuana ainda não tem. Esta variável é suficiente, mas estamos a falar de dois países que têm cerca de 110 milhões de habitantes, um factor importante, mas que não justifica a dinâmica de um projecto integrado, onde as pessoas vão produzir, viver e exportar os seus produtos sem constrangimentos, por via marítima para alguns países fronteiriços, como Gabão, e Camarões.
Primeiras unidades
“Assim que terminarmos a fase 1, vão ser implementadas fábricas de aço, vidro, produção de fármacos, e deprodutos químicos,” sublinhou, Tiago Carneiro.
Questionado sobre o investimento onde será erguida a infra-estrutura, o responsável precisou que “já houve um investimento executado superior a 10 milhões de dólares” e que “já foi feita uma vedação com mais de 20 quilómetros”.
“O projecto foi delineado para contemplar, nomeadamente, alguns Hotéis e Resorts, bem como actividades desportivas e recreativas como Ténis, Padel,Pólo Equestre, actividades náuticas, e até um campo de golfe”, e várias opções de habitação, desde luxuosas residências à beira-mar a opções mais acessíveis, estas últimas estrategicamente posicionadas perto de centros comerciais e industriais.
O primeiro centro integrado de uso misto em Angola vai permitir acomodar uma comunidade estimada em 200 000 residentes.




