{"id":3649,"date":"2025-12-09T11:06:21","date_gmt":"2025-12-09T11:06:21","guid":{"rendered":"https:\/\/negociosemexame.ao\/?p=3649"},"modified":"2025-12-09T11:07:01","modified_gmt":"2025-12-09T11:07:01","slug":"saidas-de-divida-dos-paises-em-desenvolvimento-atingem-nivel-maximo-em-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/negociosemexame.ao\/index.php\/2025\/12\/09\/saidas-de-divida-dos-paises-em-desenvolvimento-atingem-nivel-maximo-em-50-anos\/","title":{"rendered":"Sa\u00eddas de d\u00edvida dos pa\u00edses em desenvolvimento atingem n\u00edvel m\u00e1ximo em 50 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>As economias em desenvolvimento enfrentam um paradoxo: apesar da recente redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o e do abrandamento das taxas de juro, os benef\u00edcios s\u00e3o limitados face aos desafios persistentes desta d\u00e9cada. Entre 2022 e 2024, registou-se a maior sa\u00edda l\u00edquida de capitais relacionada com d\u00edvida em mais de 50 anos, com 741 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares a serem pagos em d\u00edvida e juros, superando os novos financiamentos recebidos. Este fen\u00f3meno agravou o impacto social, sendo que, nos 22 pa\u00edses mais endividados, metade da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue garantir uma dieta m\u00ednima adequada para a sa\u00fade. Estas conclus\u00f5es est\u00e3o contidas do Relat\u00f3rio sobre a D\u00edvida Internacional em 2025, divulgado no in\u00edcio de de Dezembro, pelo Banco Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o BM, \u00e9 fundamental que os decisores aproveitem o actual al\u00edvio financeiro para adoptar medidas que promovam a sustentabilidade da d\u00edvida, reforcem a disciplina fiscal e reduzam riscos soberanos, incentivando o investimento produtivo. \u00c9 igualmente necess\u00e1rio modernizar os mecanismos globais de gest\u00e3o da d\u00edvida, de modo a permitir interven\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e eficazes em situa\u00e7\u00f5es de crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a d\u00edvida externa dos pa\u00edses de rendimento baixo e m\u00e9dio atingiu um recorde de 8,9 bil\u00f5es de d\u00f3lares, com 1,2 bili\u00f5es devidos pelos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis. As taxas de juro mant\u00eam-se elevadas, e os pagamentos de juros atingiram 415 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, recursos que poderiam ser investidos em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e infraestruturas essenciais.<\/p>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p>Apesar de algum progresso, como a reestrutura\u00e7\u00e3o de 90 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em d\u00edvida e acordos que beneficiaram pa\u00edses como o Gana, Haiti, Som\u00e1lia e Sri Lanka, o risco de armadilhas de d\u00edvida permanece elevado. O sistema internacional de gest\u00e3o de crises de d\u00edvida n\u00e3o acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o do mercado, onde os credores privados j\u00e1 representam quase 60% da d\u00edvida p\u00fablica de longo prazo destes pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>A necessidade de actualiza\u00e7\u00e3o dos mecanismos de alerta e de sustentabilidade da d\u00edvida \u00e9 urgente, para reflectir a nova realidade dos mercados e credores. Sem reformas estruturais, o actual al\u00edvio financeiro poder\u00e1 ser tempor\u00e1rio, expondo os pa\u00edses mais vulner\u00e1veis a novas crises e agravando os custos humanos a longo prazo.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As economias em desenvolvimento enfrentam um paradoxo: apesar da recente redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o e do abrandamento das taxas de juro, os benef\u00edcios s\u00e3o limitados face aos desafios persistentes desta d\u00e9cada. 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