O Executivo angolano prevê aplicar 10,1 mil milhões de kwanzas no Fundo Nacional de Emprego (FUNEA) ao longo de 2026, numa estratégia centrada na redução do desemprego e no estímulo ao crescimento económico.
De acordo com o Relatório do Orçamento Cidadão do Ministério das Finanças, o investimento visa promover a inclusão social, aumentar o rendimento das famílias e criar novas oportunidades de trabalho, com destaque para a juventude.
Entre as principais iniciativas está o lançamento do Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens, direccionado a cidadãos entre os 16 e os 35 anos, com o objectivo de facilitar o acesso ao primeiro emprego e incentivar o empreendedorismo.
No domínio da produção nacional, o Governo disponibiliza 15 mil milhões de kwanzas em linhas de crédito, destinados a apoiar a agricultura e outros sectores produtivos, numa aposta clara na diversificação da economia e na redução da dependência externa.
O plano inclui ainda reformas estruturais, como a transformação do Instituto de Cereais em entidade reguladora para reforçar a segurança alimentar, e a reestruturação da GESTERRA, que deverá passar a actuar como empresa de mecanização agrícola, aumentando a eficiência dos produtores.
No quadro mais amplo das finanças públicas, o Executivo prevê investir 313 mil milhões de kwanzas na capitalização de empresas e fundos públicos, com destaque para a transformação do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) num instrumento mais robusto de apoio às pequenas e médias empresas.
O Orçamento Cidadão 2026 contempla igualmente um conjunto de incentivos fiscais e financeiros, incluindo facilidades aduaneiras, ajustes no imposto industrial e mecanismos cambiais, com o objectivo de dinamizar o sector produtivo e reforçar a criação de emprego.









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