Erickson Mvezi é da geração que decidiu construir infra-estrutura em vez de esperar por ela. Fundou a TUPUCA em parceria com mais dois jovens e é hoje dono de uma marca por demais conhecida no mercado angolano. Porém, por detrás deste sucesso existiu uma infinidade de barreiras, que vão desde mudanças de plataformas, dinheiro perdido e alguma frustração. Desistência nunca foi opção
Entravista de:: André Mussamo
Fale-nos da TUPUCA, o que é e como começa?
A TUPUCA é a primeira plataforma de entrega de comidas em Angola. Ela começou num projecto de escola. Se me perguntares se há 11 ou 15 anos atrás pensava em ser empreendedor, digo que não, simplesmente a minha transformação em empreendedor coincidiu com o facto de ter ido fazer o mestrado nos EUA e me ter sido dada a oportunidade de trabalhar em algum projecto.
Na altura, a ideia principal era fazer uma loja de venda de roupa. Queria dar oportunidade às zungueiras de poderem colocar os seus produtos online ou de poderem vender os seus produtos para o mercado todo. Rapidamente percebemos que isso não iria funcionar porque existiam grandes dificuldades em termos de penetração de smartphone e outras funcionalidades associadas. Pegamos o mesmo conceito e transferimo-lo para a área da restauração. As pessoas já tinham o hábito de encomendar as coisas via telefone, mas os restaurantes não tinham uma certa confiança. Praticamente uma pessoa a ligar sem saber se realmente a pessoa vai buscar a encomenda e se o número é falso ou não; etc. Vimos que tínhamos esta oportunidade.
Depois, outra coisa que nos motivou foi o facto de fazer alguma coisa pela primeira vez no país. Então a TUPUCA surgiu aí como um projecto de escola cuja motivação era o desejo de tirar uma boa nota, mas, sempre com foco no facto de que, se isso se efectivar, faremos algo pela primeira vez no país. E este foi um dos feedbacks que a professora me deu, perguntando: tens a certeza de que não existe no país? E confirmei que não existia. Em reacção e olhando para a minha cara, disse: se eu fosse você, focar-me-ia nisso. Assim nasce a TUPUCA…









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