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Grupo Carrinho aposta no fomento da produção local de carne suína

Por Miguel Daniel
2 de Março, 2026
em Economia
Grupo Carrinho aposta no fomento da produção local de carne suína

O Grupo Carrinho revelou em nota enviada à comunicação social, a decisão formal e definitiva, de deixar de importar carne suína congelada, sublinhando que o abastecimento será exclusivo com a produção nacional.

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Este resultado deve-se às acções da Carrinho Proteína, empresa do grupo responsável pelo fomento e desenvolvimento da produção pecuária, um marco histórico e caminho para a autossuficiência alimentar e da soberania económica.

Esta decisão, refere a nota, só foi possível graças ao crescimento consistente da capacidade produtiva nacional, impulsionado pelo esforço colectivo dos agentes do sector, pela evolução das condições de produção e pela integração progressiva de produtores familiares e empresariais numa cadeia de valor mais organizada.

Refere ainda que o Grupo Carrinho não produz carne de porco, mas fomenta e apoia o ecossistema produtivo através de assistência técnica, promoção de boas práticas, organização da cadeia e estímulo à ligação entre produtores e mercado.

“Todo o mérito deste marco pertence, em primeiro lugar, aos produtores angolanos que abraçaram o desafio de tornar Angola um país cada vez mais autossuficiente”, sublinha, referindo estarem sanados os constrangimentos da dependência da importação de carne.

De acorco com a nota, o mercado já garante maior fiabilidade na produção, melhoria progressiva de práticas e padrões sanitários, reforço de capacidade e uma coordenação mais eficiente entre produtores, cooperativas, logística e distribuição.

A competitividade da cadeia produtiva de suínos depende, em grande medida, do custo e da disponibilidade de ração, sobretudo milho e soja, que representam a maior parcela do custo de produção.

O reforço da oferta nacional destas matérias-primas, com maior estabilidade de fornecimento e menor dependência de importações, contribui para uma estrutura de custos mais eficiente, reduz a pressão cambial e favorece maior previsibilidade de preços ao longo da cadeia, do produtor ao consumidor final.

Dados oficiais, recentemente divulgados, dão conta de que o país gasta mais de 300 milhões de dólares com importação de carne, incluindo a de porco.

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