A Sonangol, empresa petrolífera estatal angolana, anunciou na quarta-feira, nas celebrações dos seus 50 anos de existência, estar a negociar um empréstimo na ordem dos 4,8 bilhões de dólares com instituições financeiras chinesas para financiar parcialmente a refinaria do Lobito.
A ser concretizado, o empréstimo da petrolífera nacional, será o primeiro desde que João Lourenço assumiu o poder em 2017 e pode contribuir para a concretização dos prazos de inicio de produção marcados para 2027.
O presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a empresa está em negociações com “instituições financeiras na China” para garantir o financiamento de uma fase do projecto estimada em 4,8 bilhões de dólares, com o apoio de uma empreiteira chinesa.
Para dar corpo às negociações, uma equipe da Sonangol deslocar-se-á a Pequim em Abril para reuniões que vão determinar os termos do financiamento, mas que à partida, não incluem o petróleo como colateral, o que revela mudança na estratégia de endividamento.
A ministra das Finanças, Vera Daves, garantiu recentemente que o governo reduziu a sua exposição aos empréstimos que tenham como garantia o petróleo, atendendo à volatilidade dos preços das commodities.
A dívida de Angola com a China caiu quase um quarto no ano passado, para 7,73 mil milhões de dólares.









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