O Presidente da União Africana em exercício, João Lourenço, disse, esta sexta-feira, em Adis Abeba, Etiópia, que “África tem muito a oferecer à Europa e ao mundo”, além das matérias-primas em estado bruto.
Na segunda edição da cimeira Itália- África, o estadista apelou às potências mundiais a contarem com a capacidade e a contribuição de África na resolução da crise alimentar e energética que assola o planeta, mas observou que esta colaboração só será possível se o ocidente disponibilizar o capital, o conhecimento, a tecnologia e outros meios capazes de alavancar o desenvolvimento e crescimento.
João Lourenço sublinhou que África tem desafios complexos devidamente identificados, entre os quais a electrificação, a industrialização, a mobilidade, a educação e a saúde, associados em grande medida ao tema central da União Africana para 2026, que consiste em “assegurar a disponibilidade sustentável de recursos hídricos e um sistema de saneamento seguro” para alcançar os objectivos da Agenda 2063.
No quadro do intercâmbio entre a Itália e a África, o Presidente da União Africana observou que as iniciativas não se resumem a questões de ordem material apenas, uma vez que ocupam um lugar predilecto os aspectos ligados à formação e à transferência de know-how, o que dará aos projectos do Plano Mattel uma alta relevância social, para além da clara sustentabilidade económica.
A Cimeira Itália – África ocorre na véspera da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, durante a qual João Lourenço passará a presidência rotativa da organização ao Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye,









Discussão sobre este post