“Adoptámos uma nova política de concessão de vistos e estamos a estudar a melhor forma de redução dos custos para facilitar o comércio, sem pôr em desequilíbrios as receitas públicas. O nosso país ratificou o Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio, e estamos a envidar esforços conjugados com vista à implementação da Zona de Comércio Livre da SADC e a Zona de Comércio Livre Continental Africana, revelou.
Integração regional
A secretária de Estado para o Comércio e Serviços considerou os cerca de 300 milhões de consumidores existentes nos Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) como principal indicador do potencial para o alcance do desenvolvimento económico regional, na perspectiva de consolidar o maior mercado comercial do mundo, reunindo aproximadamente 1,3 mil milhões de habitantes.
Neste contexto, asseverou Augusta Fortes, abrem-se grandes oportunidades de negócios, com destaque para a expansão das cadeias produtivas, o reforço da industrialização, o desenvolvimento de cadeias de valor regionais e o aumento do Investimento Directo Estrangeiro.
“O posicionamento estratégico de Angola permite ao país afirmar-se como uma plataforma logística e industrial de referência na África Austral e Central, tirando partido da sua localização geográfica privilegiada, dos seus recursos naturais e das infra-estruturas portuárias existentes, funcionando como elo entre a SADC e o mercado continental africano”, disse.
Augusta Fortes revelou ainda que estão em curso discussões exploratórias com a Direcção-Geral do Comércio da Comissão Europeia para que Angola inicie as negociações do Acordo de Parceria Económica da União Europeia, na configuração SADC-APE, factores estes que poderão impulsionar a liberalização do comércio a nível regional, continental e com os países da Comunidade Económica Europeia.









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