“Consideramos importante que se garanta que a espinha dorsal do Corredor do Lobito, as suas infra-estruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas, estejam totalmente reabilitadas e interligadas, para garantir eficiência e competitividade.”
“O Corredor do Lobito tem vindo a afirmar-se como um eixo fundamental de ligação entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia, com um enorme potencial para dinamizar o comércio, a produção, a logística e a transformação económica em toda a nossa região”, assinalou.
Atestou ainda que o Corredor é uma verdadeira plataforma de desenvolvimento e de dinamização da Zona de Livre Comércio Continental de África, com enormes benefícios para as economias e as populações.

O Presidente da República sublinhou a presença de altos membros do Governo dos três países que compõem o corredor e reconheceu o papel dos parceiros de desenvolvimento multilaterais e bilaterais, com destaque para o Banco Mundial, cujo apoio tem sido determinante não apenas na mobilização de investimentos catalisadores, mas também no apoio às reformas estruturais e na harmonização normativa, dimensões essenciais para reforçar a credibilidade do corredor, reduzir riscos, atrair capital privado e garantir resultados concretos.
“É precisamente neste contexto que surge o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito, concebido como uma plataforma de coordenação e alinhamento estratégico”, enfatizou, descartando a ideia segundo a qual, o objectivo do mecanismo seja o de criar novas estruturas, ou burocracias adicionais, mas o de assegurar que todas as iniciativas estejam articuladas, evitando duplicações, fragmentações e esforços paralelos que possam diminuir o impacto colectivo.
João Lourenço declarou que a complementaridade entre projectos, financiamentos e reformas, é a chave para maximizar resultados e acelerar a implementação.
“Consideramos, por isso, relevante e estratégico que se concretizem os projectos de reabilitação da parte ferroviária na República Democrática do Congo, assim como a materialização da ligação ferroviária e rodoviária à República da Zâmbia, assim como a interligação da rede de transporte de energia de Angola à região, beneficiando as populações e actividades produtivas nos países vizinhos.”
Sem este esforço, observou, a concretização de um efectivo corredor de desenvolvimento para os países integrados no contexto da economia global, ficará muito mais desafiante.
“Angola tem registado, nos últimos anos, um crescimento económico positivo e sustentado, assente num esforço contínuo de estabilização macroeconómica e de diversificação da sua economia”, apontou, referindo estarem em paralelo a criar condições condições para investimentos estruturantes, reforçando a confiança e a previsibilidade necessárias para projectos de longo prazo.









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