Prosperidade partilhada
Ana Dias sublinhou que a ZCLA não deve ser vista apenas como um acordo comercial e técnico, mas um instrumento estratégico capaz de transformar o imenso potencial económico, “a nossa vasta diversidade cultural e inesgotável riqueza humana em prosperidade partilhada, equitativa e sustentável para todos os filhos deste solo africano testando assim a nossa capacidade colectiva”.
“Hoje, o continente tem as bases para avançar com coragem e determinação rumo à construção efectiva de um mercado comum africano”, assinalou.

Defendeu, igualmente, uma abordagem realista na implementação do comércio livre africano, sublinhando que o verdadeiro sucesso e a sua sustentabilidade a longo prazo dependerão da capacidade de garantir que o processo de integração seja inclusivo, justo e amplamente participativo.
A plataforma de mulheres, desempenha um papel activo na promoção da igualdade do género, saúde, educação e empoderamento feminino no continente.
Em Angola, a primeira-dama, desenvolve projectos sociais ligados à saúde, com realce para o projecto “Nascer Livre para Brilhar”, entre outras iniciativas da fundação Ana Zenza.
A organização das esposas dos Presidentes Africanos foi fundada em 2002, como uma plataforma de advocacia social para o desenvolvimento, unindo lideranças para defender os direitos de mulheres e jovens.
Ana Dias Lourenço discursava na qualidade de convidada especial no Fórum Diálogo Africano sobre Prosperidade (APD), realizado sob o lema “Empoderar as Pequenas e Médias Empresas, as mulheres e os jovens no mercado único africano”.
Afirmou que a inclusão económica não acontece de forma automática ou por mero decreto, exigindo por isso, a implementação de políticas activas, a adopção de medidas correctivas e uma abordagem consciente e persistente para se ultrapassar as desigualdades históricas e estruturais que continuam a limitar a participação plena de mulheres e jovens na economia formal e no comércio intra-africano.









Discussão sobre este post