O presidente do Conselho de Administração do Entreposto Aduaneiro de Angola, Adriano Pereira, informou recentemente, em Malanje, que, nesta primeira fase, foram adquiridas mais de 100 toneladas de arroz no município de Luquembo, num processo que deverá ter continuidade.
“Numa fase inicial, a nossa intenção é comprar toda a produção que houver e que tenhamos capacidade para adquirir. Começámos com mais de 100 toneladas, cerca de 139 toneladas, mas este é um processo que vai ter continuidade”, afirmou.
Segundo o PCA, o arroz adquirido será destinado ao empacotamento e à sua integração no circuito nacional de distribuição alimentar, concretamente na cesta básica. “O nosso objectivo é estabilizar a oferta de bens alimentares essenciais e reduzir a dependência das importações. Queremos dar segurança ao produtor e ao consumidor”, explicou.
Para além do arroz, o Entreposto Aduaneiro estendeu a sua intervenção a outras culturas estratégicas. Adriano Pereira revelou que decorre igualmente uma campanha de aquisição de milho na província da Huíla, onde os produtores enfrentavam dificuldades no escoamento da produção. “Interviemos para evitar perdas e garantir rendimento aos agricultores, e queremos aumentar ainda mais a quantidade comprada”, acrescentou.
O governador da província de Malanje, Marcos Nhunga, elogiou a iniciativa e pediu a sua expansão a outros municípios produtores, em especial da região do Zongo, assim como às médias e grandes empresas agrícolas.
“O que nós pedimos é que se estenda esta actividade, de modo a escoar toda a produção, evitando desmotivar quem produz. O apoio ao produtor é fundamental para garantir a continuidade da produção e o crescimento sustentável do sector agrícola”, disse.
Por sua vez, o gestor da Carrinho Agri, Jeferson Meirelles, destacou que a parceria está a gerar empregos e oportunidades de formação para os jovens do município. “Uma parte significativa da mão-de-obra é local, dando oportunidade de emprego aos jovens de Luquembo. Muitos procuram agora especialização em produção vegetal e agronomia, o que é positivo para o desenvolvimento do sector”, afirmou.
Jeferson Meirelles acrescentou ainda que os produtores estão satisfeitos com o trabalho realizado em parceria com o Entreposto. “Os nossos agricultores sentem-se seguros ao vender a sua produção, sabendo que haverá continuidade e valorização dos seus produtos”, frisou.
O produto adquirido é conservado nos armazéns da Carrinho Agri, em Malanje, de onde começa a ser transportado para a província de Benguela. Após o processamento, o arroz será integrado na reserva estratégica alimentar, antes da sua colocação no mercado de consumo, garantindo estabilidade alimentar e fortalecendo a produção nacional.









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