A conta externa melhorou significativamente em 2024, suportada pela redução das importações de combustíveis, o que contribuiu para reforçar as reservas internacionais e a estabilizar a taxa de câmbio, pelo que, para combater as pressões inflacionistas, o banco central manteve uma política monetária restritiva, ajustando a principal taxa de juro de referência.

O relatório revela que a taxa efectiva de câmbio real apreciou-se acentuadamente, muito embora as finanças públicas tenham sofrido uma ligeira deterioração em 2024 e o défice global deteriorou-se para cerca de 1,2 por cento do PIB, apesar de um melhor desempenho da receita.
A dívida pública diminuiu para 71% do PIB graças a um crescimento elevado do PIB nominal, de modo que as perspectivas económicas se mantêm modestas devido aos fortes desafios estruturais e o aumento de riscos.
Angola foi recentemente afectada por uma percepção acrescida do risco mundial, num contexto de queda dos preços do petróleo, o que pode impactar a actividade, receitas fiscais e os rendimentos das exportações, num cenário de grande incerteza sobre as perspectivas económicas mundiais, “sendo necessário que se implementem reformas para sustentar um maior crescimento impulsionado pelo sector privado e a diversificação da economia”, lê-se no relatório.









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