O Presidente da República desloca-se, esta terça-feira, à província de Benguela, para avaliar o andamento das obras da Refinaria do Lobito, com a previsão de entrada em produção plena marcada para 2029, anunciou o ministro dos Recursos Minerais Petróleo e Gás (MINREMPT) Diamantino Azevedo.
“As obras de construção da Refinaria apresentam níveis avançados, com uma percentagem significativa na instalação dos tanques de armazenamento e de outros equipamentos importantes para o seu funcionamento”, assinalou adiantando que a primeira fase entra em funcionamento em 2027.
Localizada na cidade do Lobito, província de Benguela, a Refinaria foi concebida para reduzir a dependência de importações de derivados de combustíveis e aumentar o valor agregado do petróleo.
Com capacidade para processar até 200 mil barris de petróleo bruto por dia, a Refinaria do Lobito, quando concluída, será uma das maiores unidades de processamento do país.
A empreitada permitiu gerar, actualmente cerca de 2 700 empregos e o envio para formação na China, de aproximadamente 600 operários, dedicados à produção de equipamentos complexos.
Ministro assegura 20 por cento de execução

Diamantino Azevedo, assegurou, em conferência de imprensa em Benguela, que o Presidente da República, João Lourenço, vai constatar um nível de execução das obras na ordem dos 20% revelando o cumprimento do cronograma dos trabalhos.
O governante esclareceu que a Refinaria do Lobito integra várias componentes, entre as quais, o sistema de captação de água, localizado a cerca de 20 quilómetros, que se encontra praticamente concluído, faltando apenas a instalação da tubulação para o transporte, a componente marítima também já está a um nível bastante avançado, com realce para a unidade de refinação.
“Grande parte dos equipamentos de longo prazo já foi adquirida e outro está a ser produzido, o que nos dá garantias de que os prazos estabelecidos serão cumpridos”, assegurou.
O cronograma prevê que, em Julho de 2027, seja alcançada a conclusão mecânica da Refinaria do Lobito. Em Dezembro do mesmo ano, espera-se iniciar o processamento dos primeiros derivados, ainda que não na totalidade, acrescentou o ministro, sustentando que até ao final de 2029, todos os produtos estejam em plena produção.
O ministro informou ainda que, até agora, a Sonangol detém 100% do capital da Refinaria do Lobito, mas garantiu que o projecto está aberto à entrada de parceiros, com os quais mantém negociações.









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