Trabalhos de manutenção na Refinaria de Luanda obrigaram a cimenteira “Cimangola”, a recorrer ao uso de carvão mineral, para manter a produção e evitar a paralisação da unidade fabril.
A medida resulta da privação temporária do abastecimento regular de combustível (fuel), pela Sonangol que alega situações de manutenção programática.
Em comunicado de imprensa, o presidente do Conselho Executivo da Cimangola, Pacavira Júnior, garantiu que diante das dificuldades, a unidade fabril adoptou métodos para que não haja escassez de cimento no mercado.
“Recebemos uma comunicação da Sonangol dando nota de que por necessidade de trabalhos de manutenção da Refinaria de Luanda iria, durante um período de tempo, deixar de fornecer fuel, um dos componentes principais para queima ou produção de Clinker, um componente com peso significativo em termos dos custos operacionais, resultantes da produção de cimento”, justificou, sublinhando que não haverá grandes alterações na formulação do preço do cimento.
Segundo Pacavira Junior, o carvão mineral é indicado como uma opção que no futuro poderá ajudar a dar respostas aos custos operacionais da indústria cimenteira, sendo que é um recurso abundante nas províncias do Cuando e Cubango.
“Neste período que a refinaria estará impossibilitada de fornecer fuel, então estamos a ver se podemos utilizar o carvão mineral, e em termos de combustível era mais de que uma possibilidade que nós tínhamos na indústria cimenteira, mas nós vamos importar esse combustível para fazer face a este período em que nós não teremos fuel da refinaria”, avançou.









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