Por. Ivanilson Baltazar
O Produto Interno Bruto (PIB) de uma nação não é apenas um indicador económico: é a materialização cumulativa de decisões de investimento (passadas e presentes) e da eficiência com que foram financiadas.
O património de visionários como Elon Musk e a prosperidade de economias avançadas, como a dos EUA, testemunham o poder transformador de uma alocação estratégica de capital. No entanto, a criação de valor sustentável, seja a nível empresarial ou nacional, obedece a uma disciplina financeira fundamental.
O foco das decisões de financiamento não é o investimento em si, deve antes exigir uma fase seguinte, a qual, designamos por projectos de investimentos, pelo potencial de colectar informação interna e externas a esta intenção inicial e simular decisões alternativas visando o alcance das metas pré-estabelecidas individualmente e alinhadas ao projecto nação, sugeridas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN).
Cada projecto, mesmo aqueles com fluxos de caixa atraentes (VAL positivo) e prazos de recuperação (payback) curtos, deve ser julgado pelo seu custo de capital (um indicador que pode ser facilmente encontrado na complicação de um projecto de investimento).
A verdadeira geração de riqueza ocorre apenas quando o retorno do investimento (TIR) supera o seu custo (WACC). Este spread positivo é o motor microscópico que, em escala macroeconómica, impulsiona o crescimento do PIB.
Este processo encontra o seu ambiente mais fértil quando catalisado pela iniciativa e pelo capital privado, que operam sob esta rigorosa disciplina de criação de valor.
Assim, não existem limites predefinidos para o desenvolvimento económico, o limite é desenhado pela qualidade da nossa visão estratégica, seja ela individual ou colectiva, capaz de transformar dados financeiros em decisões que constroem riqueza duradoura.









Discussão sobre este post