A Nova Cimangola prevê fechar o ano económico 2025 com uma produção acumulada na ordem dos 1,6 milhões de toneladas de cimento, resultado de uma operação quase no limite da sua capacidade instalada, avançou recentemente a imprensa o presidente do conselho de administração Agostinho Silva.
Segundo o responsável, a unidade industrial dispõe de uma capacidade instalada de produção de clínquer superior a 1,5 milhões de toneladas, contra os actuais cinco mil diários, que resultam na transformação de 5 500 toneladas de cimento.
“Estamos a produzir no limite da nossa capacidade e, mesmo assim, a procura é superior à oferta no mercado nacional”, justificou esclarecendo que a Cimangola assegura cerca de 70% do cimento no mercado, para obras públicas e privadas de grande dimensão, com ênfase para o Porto do Caio, em Cabinda, a barragem de Caculo Cabaça, bem como infra-estruturas rodoviárias, pontes e redes viárias urbanas.
Relativamente à subida do preço do cimento no mercado, que ronda actualmente entre 10 e 11 mil kwanzas por saco, o PCA sublinhou que os valores praticados à saída da fábrica permanecem estáveis, situando-se entre cinco mil e seis mil kwanzas.
“O preço base da Cimangola não sofreu alterações. O que acontece fora da porta da nossa fábrica já não é da nossa responsabilidade directa”, explicou, apontando a pressão da procura e a actuação de intermediários como factores determinantes para a variação no mercado final.
No domínio da matéria-prima, o gestor garantiu que a Cimangola não depende de importações, assegurando internamente todo o processo produtivo, desde a extracção do calcário e da argila até à moagem e comercialização do cimento.
A empresa, revelou, dispõe ainda de stocks estratégicos de clínquer, o que permite manter a produção mesmo durante os períodos de manutenção programada, que variam entre 17 e 20 dias.
Agostinho da Silva apelou à entrada em funcionamento pleno de outras unidades cimenteiras nacionais, considerando que apenas duas fábricas, Cimangola e FCKS, estão actualmente a operar em capacidade máxima.
“Para equilibrar o mercado e responder à crescente procura do sector da construção, é fundamental que as restantes cimenteiras aumentem os seus níveis de produção”, defendeu.









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