O Presidente da República, João Lourenço, participa esta segunda-feira nos trabalhos do Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), evento que reúne líderes mundiais, especialistas e decisores políticos para discutir os desafios globais da segurança alimentar e da transformação dos sistemas agroalimentares.
A deslocação do Chefe de Estado angolano à capital italiana reveste-se de significado acrescido para a diplomacia nacional, numa altura em que Angola procura mobilizar apoio internacional para a candidatura de Josefa Sacko ao cargo de Directora-Geral da FAO para o mandato 2027-2031.
À margem do fórum, foi oficialmente lançada, na sede da organização em Roma, a campanha da candidata angolana, actualmente embaixadora de Angola em Itália e engenheira agrónoma de formação. O acto contou com o apoio da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana, reflectindo o respaldo regional à pretensão angolana de liderar uma das mais importantes agências das Nações Unidas.

Considerada uma das figuras africanas mais reconhecidas no sector agrícola, Josefa Sacko apresenta uma visão centrada no fortalecimento da agricultura familiar, no empoderamento das mulheres e da juventude rural, na modernização dos sistemas de produção e no reforço da segurança alimentar. Entre as prioridades da sua candidatura constam ainda a digitalização dos sistemas agroalimentares, a utilização da inteligência artificial na agricultura e o aumento da resiliência face às alterações climáticas
Durante a sua permanência em Roma, João Lourenço deverá igualmente manter contactos bilaterais e encontros de carácter diplomático com representantes de diversos países e instituições, reforçando a presença de Angola nos fóruns multilaterais ligados à agricultura, alimentação e desenvolvimento sustentável.
A participação de Angola no Fórum Mundial da Alimentação surge, assim, associada não apenas ao debate sobre os desafios da fome e da nutrição à escala global, mas também ao esforço estratégico de projectar a candidatura de Josefa Sacko, apontada pelo Executivo angolano como uma voz africana capaz de conduzir a FAO numa fase marcada pela necessidade de inovação, sustentabilidade e inclusão nos sistemas alimentares mundiais.




