“Não existe, até ao momento, nenhum estudo científico que demonstra a influência e/ou impacto do Fenómeno El Niño em escala nacional, ou seja, em Angola”, escreve o INAMET em nota data hoje, 4 de setembro.
Segundo o institulo do tempo, o que existe são “alguns estudos no contexto da África Austral, que incluem Angola, que demonstram uma certa influência do Fenómeno El Niño nesta região. Porém, os resultados dessas investigações científicas carecem de validação com os dados registados pelas estações meteorológicas da Rede Nacional, sob tutela e gestão do INAMET”.
Ressalta-se, que os referidos estudos são realizados com dados de precipitação baseados em estimativas por satélite, o que obriga à sua validação com dados colhidos nas estações meteorológicas nacionais, não sendo este o caso até o momento.
O INAMET reage a “informações contraditórias e sem base científica que têm estado a circular em alguns Órgãos de Comunicação Social (nacionais e estrangeiros) e redes sociais sobre o impacto do Fenómeno El Niño em Angola”.
As notícias afirmavam que se prevê um aumento da temperatura através do aquecimento dos oceanos, como consequência deste aumento uma intensificação na precipitação, nas inundações, na intensidade dos ventos, e, eventualmente, o aumento das calemas em determinadas regiões.




