Dois consórcios empresariais foram admitidos ao concurso público para a concessão do direito de exploração, gestão e manutenção do Corredor do Namibe, em acto público de abertura das propostas, realizado em Luanda.
Foram admitidos o Copia Group of Companies, enquanto o consórcio constituído pela Africa Finance Corporation e African Rail International foi admitido condicionalmente.
Já o consórcio ATG Afri-Track Group, Global Business Development e VFF não foi admitido, devido à insuficiência documental identificada pela Comissão de Avaliação.

Lançado pelo Ministério dos Transportes a 5 de Dezembro de 2025, o concurso prevê a concessão do Corredor do Namibe por um período inicial de 30 anos, prorrogável até 50 anos, abrangendo a exploração, operação, manutenção e conservação da Linha Férrea de Moçâmedes–Menongue, bem como o material circulante, infra-estruturas associadas, oficinas e centro de formação.
O projecto contempla igualmente a possibilidade de concepção e construção de novos troços, extensões e ramais, incluindo ligações ferroviárias à Namíbia e, futuramente, à Zâmbia, reforçando a dimensão regional do corredor.
O Corredor do Namibe estende-se por cerca de 855 quilómetros constituindo-se em um eixo logístico para o escoamento de minérios, rochas ornamentais, produtos agrícolas e outros bens.
Possui uma capacidade de transporte de até 5 milhões de toneladas por ano e assume um papel relevante no reforço das infra-estruturas logísticas nacionais, na integração regional e na criação de condições para uma maior participação do investimento privado na gestão e modernização de activos estratégicos do sector dos transportes.




