O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, reafirmou o compromisso do Executivo angolano de colocar as tecnologias de inovação ao serviço do desenvolvimento nacional, para um futuro com mais conhecimento e inclusão.
O governante discursava na cerimónia de encerramento da 6.ª edição do Fórum Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação de Angola (ANGOTIC).
Para José de Lima Massano a tecnologia e a inovação são pilares estruturantes para reforçar e consolidar o caminho de diversificação económica que o país tem vindo a percorrer, permitindo aumentar a competitividade, estimular novos sectores produtivos e transformar conhecimento em valor económico e social.
A transformação digital, prosseguiu, constitui um elemento indispensável para aumentar a competitividade das economias, melhorar a eficiência dos serviços públicos, aproximar o Estado dos cidadãos e criar novas oportunidades para as empresas e para a juventude.
Neste sentido, disse que o Governo angolano reconhece que a modernização do país passa pelo fortalecimento das infra-estruturas digitais, desenvolvimento do capital humano, promoção do empreendedorismo e criação de um ambiente cada vez mais favorável à inovação e ao investimento.
José de Lima Massano sublinhou que o ANGOTIC 2026 demonstrou que Angola possui talento, criatividade e capacidade para participar activamente na economia digital global.
Defendeu também a contínua parceria para que a transformação digital seja mais abrangente e sustentável, garantindo que os benefícios da tecnologia cheguem a mais cidadãos, promovendo a inclusão digital e assegurando serviços mais simples, eficientes e acessíveis.
“A cooperação assume, neste percurso, um papel decisivo. A partilha de experiências, o estabelecimento de parcerias estratégicas e a colaboração entre o Estado, o sector privado, a academia e a sociedade civil são fundamentais para acelerar a inovação e consolidar os ganhos alcançados”, sustentou.
O ministro de Estado lembrou que o sector das tecnologias foi o que mais cresceu no primeiro trimestre deste ano e adiantou que, a manter-se este ritmo de evolução, haverá uma alteração estrutural na economia nacional, tal como sucedeu em outras realidades como a sul-africana e nigeriana.
“Com o que nós verificamos neste primeiro trimestre e admitindo que o crescimento do sector vai manter este ritmo, não temos dúvidas que as tecnologias passarão também a ter um papel mais influente e poderão eventualmente ser, um dia, o ouro da nossa economia”, concluiu.




