Repensar o modelo do negócio da banca numa perspectiva em que as taxas de juro e a inflação em Angola estejam em um dígito, “não será sustentável a longo prazo”, defendeu em Luanda, nesta quarta-feira, o presidente do Conselho Executivo (PCE) do Standard Bank de Angola (SBA), Luís Teles, durante a 4ª edição da Angola Banking Conference 2026.
De acordo com Luís Teles, os bancos continuam muito expostos às variações das taxas de juro, o que representa um risco significativo para a rentabilidade futura do sector bancário, lembrando que há 11 anos que a inflação não registava uma queda considerável.

“Estimamos que a inflação possa atingir os 9,9% até ao final do ano. Esta realidade poderá obrigar o sector a repensar o seu modelo de negócio”, reiterou, sublinhando a relevância da diversificação das actividades para garantir a sustentabilidade do sector.
O PCE do SBA defendeu que a banca deve alinhar a sua estratégia de concessão de crédito com a composição da economia nacional e com os sectores que efectivamente aceleram o crescimento do PIB de Angola, sendo necessário ter em consideração os sectores que, actualmente, impulsionam o dinamismo económico e contribuem
para a criação de emprego formal.
Neste contexto, defendeu que os investimentos em infra-estruturas, energia, logística e transportes devem “beneficiar de maior apoio financeiro da banca, por serem sectores fundamentais para criar melhores condições de produção e distribuição de bens e serviços, além de desempenharem um papel determinante no crescimento sustentável do País.
Referiu ainda que Angola tem um sector agrícola emergente, que a banca deve continuar a procurar financiar de forma sustentável, o que permitirá impulsionar a produção local, sobretudo de bens com maior impacto no Índice de Preços ao Consumidor.








