Setecentos milhões de Kwanzas foram desembolsados, este ano, para financiar três novos projectos de produção de café arábica na província do Huambo, no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC), avançou o representante do programa na província, Gerson Somano.
A iniciativa visa aumentar os rendimentos dos agricultores locais, fortalecer o sector agrícola, diversificar a economia, fomentar o emprego rural e revitalizar a cafeicultura nacional, com destaque para a região centro do país.
Gerson Somano afirmou que os três projectos já receberam financiamentos superiores a 300 milhões de Kwanzas para cada fazenda.
Disse que os recursos foram canalizados para produtores locais nos municípios do Londuimbali e do Huambo, com o propósito de reforçar e consolidar a cadeia produtiva do café arábica e fortalecer a sua presença nos mercado nacional e internacional.
Referiu que a cooperativa Cassanje beneficiou de um financiamento total de 304 milhões, 909 mil e 244 Kwanzas, destinado à cafeicultura.
Explicou que os valores incluem todas as etapas do processo, desde a preparação do terreno, plantio e manejo das lavouras, até à secagem e comercialização.
Para além do apoio financeiro, o PDAC assegura o acompanhamento técnico dos projectos durante sete anos, com vista a garantir maior sustentabilidade, eficiência produtiva, controlo de qualidade, capacitação dos produtores e integração nas cadeias de comercialização.
Relativamente ao reembolso, Gerson Somano explicou que o processo segue os critérios e práticas dos bancos comerciais, garantindo transparência e rigor na gestão dos recursos.
Os mecanismos de garantia e os planos de amortização foram estruturados para reduzir riscos, com cronogramas ajustados aos ciclos de produção e à capacidade de comercialização do café.
Quanto ao acesso ao financiamento, disse que os produtores devem possuir terra legalizada e documentação regularizada, ter pelo menos dois anos de experiência na actividade agrícola, apresentar título de propriedade ou documento equivalente e dispor de uma área mínima de 10 hectares para se qualificarem.









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