A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) avançou nesta sexta-feira, que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos, se a crise energética na Europa persistir.
A reacção da associação surge depois de o director-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, ter avisado que a Europa terá “talvez mais seis semanas de combustível para aviões”, se continuar bloqueado o abastecimento de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz.
Em declarações à Lusa, o director-executivo da RENA, António Moura Portugal, considerou que o alerta deve ser lido como “mais um aviso sério às consequências que esta guerra está a ter, e, em particular, para o sector da aviação”.
Segundo o responsável, a escassez de combustível de aviação é um risco teórico que está em cima da mesa e que poderá afectar o sector aéreo, à semelhança de outras actividades dependentes de matérias-primas críticas.
“Há uma dependência grande do ‘jet fuel’ que chega à Europa através do Golfo, que chegou a ser de cerca de 75%, (mas) hoje creio que é menos”, apontou.
Mas admite que se o cenário da crise energética se prolongar, “pode levar à necessidade de reduzir a operação e, eventualmente, encarecer preços”.









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