A directora-geral de Operações do Banco Mundial destacou a importância de eliminar obstáculos nos postos fronteiriços e nas transações comerciais, para reduzir o tempo de transporte dos atuais 25 a 30 dias para cerca de cinco a sete dias.
“Há muitos elementos que precisam de ser tratados, como procedimentos, inspecções, formação e harmonização de regras”, exemplificou.
A responsável sublinhou que o Corredor do Lobito não deve ser apenas uma infraestrutura para transporte de minerais e precisa de ser transformado num verdadeiro corredor económico, através de investimentos em áreas como a agricultura onde identifica oportunidades de criação de emprego.
“Se conseguirmos aumentar a produtividade dos agricultores e dar-lhes acesso a mercados, isso por si só criará muitos empregos”, apontou Anna Bjerde, acrescentando que outras áreas como logística, cadeias de frio, serviços digitais, indústria e desenvolvimento urbano também oferecem oportunidades relevantes, sobretudo para jovens.
A responsável reconheceu igualmente desafios associados à expansão económica ao longo do corredor, incluindo questões de acesso à terra, defendendo transparência e compensações para as comunidades.
No plano financeiro, Anna Bjerde defendeu uma combinação de financiamento concessional e investimento privado, sublinhando que alguns segmentos da infraestrutura exigirão recursos públicos de baixo custo, enquanto outros poderão atrair capital privado com o apoio de garantias. “Temos de combinar financiamento público e privado e usar estratégias de redução de risco para dar conforto aos investidores”, afirmou.
Anna Bjerde considerou que o corredor tem um potencial transformador ao ligar os países envolvidos (Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo) ao Atlântico e amplificando o acesso aos mercados globais, mas alertou que o sucesso dependerá da capacidade de alinhar investimentos, reformas e nos calendários.









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