As participações do BPI em Angola e Moçambique não são estratégicas, disse João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, durante a apresentação dos resultados anuais do banco.
O banqueiro referiu estar disponível para vender as participações nos referidos bancos, sublinhado o momento favorável do
Banco de Fomento Angola (BFA), resultante da sua quotação na bolsa, que permitiu vender parte da sua participação.
Com esta operação, a participação do BPI passou a ser de 33,35% depois da Oferta Pública Inicial (IPO), realizada recentemente.
“O BPI detém no Banco de Comércio e Indústria (BCI) cerca de 35,7%, que também serão colocados no mercado, tão logo seja oportuno”, frisou João Pedro Oliveira e Costa, para quem a venda das acções do BCI, BFA e do banco Caixa Geral de Depósitos (CGD) deve estar alinhada igualmente com a UNITEL, outro acionista do BFA com 36,9%, garantiu.
“Hoje temos a opção de venda de uma maneira muito mais tranquila, já que o mercado é aberto. A única coisa que eu tenho que ter sempre em atenção, e teremos toda a atenção, é que não farei nada que prejudique o mercado e o sistema financeiro angolano, prometendo informar prioritariamente as autoridades angolanas dos seus movimentos.
João Pedro Oliveira e Costa sublinhou a importância de preservar a estabilidade do BFA e do sistema financeiro.
“São participações históricas, mas minoritárias e por isso a intervenção do BPI é relativamente reduzida”, justificou, referindo a falta de representação no comando dos bancos em causa.
O Grupo Carrinho aproveitou a IPO e adquiriu uma participação de 7,6% no BFA, mas não está representado no Conselho de Administração. Para ter mais de 10%, tem de pedir autorização ao BNA (Banco Nacional de Angola), como entidade reguladora.
No BFA há um acordo parassocial em vigor e o banco tem também regras estatutárias, assegurando que não nomearam ninguém para os órgãos sociais, por isso não podem intervir, mas sublinhou poder fazê-lo através da accionista Unitel.









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